Seis da manha, muito cedo para o amor, demasiado tarde para algo diferente. Acordei para ver o destino, disse me que se ia embora, não por muito tempo, mas muito longe. Queria lhe trazer algo, queria lhe trazer confiança mas esqueci me dela na mesa do meu quarto. Não consegui proferir uma palavra por causa do cansaço que as lágrimas me deram. Fui me embora.
Ainda era cedo.
Sentei me num sitio que se adequava ao momento, à personalidade e à ironia.
Sentei me num baloiço de crianças.
Sentei me ouvi e senti tudo à minha volta.
Sentei me para ouvir o ar, as folhas, os pássaros a rirem se de mim.
Sentei me para ouvi los a falarem nas minhas costas.
Eu como resposta escolhi uma musica. Cantei essa musica, para me ficar na cabeça, não só na minha mas na deles também.
Mais tarde apercebi me que eles não ligaram. Continuaram a rir se, agora da minha musica. Eu também me ria se tivesse no lugar deles, a mim também não me ficou na cabeça.
Senti o frio a passar pelos meus braços, despidos de ironia. Torturava me. Não via um único raio de sol para me vir em auxilio. O céu coberto de nuvens num dia que poderia ser lindo
Também gostava de voar, voar a frente dos meus olhos para ver se percebia algo do que se estava a passar. Voar pela janela das pessoas que me entraram na pele que ficaram lá e não saem por nada. Voar pela música, que sinto hoje mais que nunca.
"Mummy, my heart is feeling funny, what is it?"
"Oh it´s nothing son, it´s something that you will only understand when you get older."
"Do you think so? Because it´s hurting me.."
"Dont worry, it will pass, now go out and play, you´ll get better, you´ll see"
Kids.
When i grow up, i want to be like you.
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