People who likes this stuff, dont know why

domingo, 29 de maio de 2011

Segundos, minutos, talvez horas.

O mundo, como já disse funciona por energias. E há vários tipos de energias, umas mais difíceis de encontrar que outras. Há uma em particular que sempre me intrigou, uma energia que transmite força.

Não digo força física como é minimamente óbvio, mas sim psicológica.

Uma força que passou por muito para ser o que é agora.

Uma força que não escolheu a pessoa que a vai carregar, simplesmente aterrou na mente dessa pessoa e começou por fazer o seu "trabalho"

Há coisas que acontecem na vida, coisas menos agradáveis de se ver, de se saber.

Uma pessoa normal tinha virado costas e tinha continuado o seu caminho, um sinónimo de fraqueza. Uma imagem que me tem perseguido, a imagem de uma pessoa a desistir daquilo que lhe era proporcionado fazer, uma missão, um pedido, tudo incompleto por causa duma fraqueza pessoal que se apoderou dessa pessoa.

Hoje, vi essa mesma fraqueza a desistir de deitar uma pessoa abaixo, a deitar a sua missão abaixo. Vi uma fraqueza a ir se embora, a deixar a mente dessa pessoa em paz.

Uma fraqueza a ter uma fraqueza.

Numa questão de segundos, sem dizer nada, essa pessoa ensinou me que para sobreviveres neste mundo tens que ter força, tens que te erguer no teu pedestal e nunca sair de lá, independentemente das pessoas que te estão a derrubar do teu pedestal ou das pessoas que estão cá em baixo para te segurar se caíres. Ignora tudo para nada te escapar.

Lágrimas caíram dos meus olhos, lágrimas que não vieram do coração mas sim da alma.

Lágrimas "sentidas".

Lágrimas escondidas.

Lágrimas que quando caíram no chão cheio de sentimentos perdidos, se transformaram em flores, que nasceram das pedras da calçada.

Pedras vazias de qualquer tipo de emoções, qualquer tipo de palavras.

Palavras que estavas sempre a espera de ouvir da pessoa certa, sempre a espera de ouvir o que sempre querias saber.

As respostas para as perguntas que te esmagavam, que te torturavam a mente.

Como se a tua mente já não estivesse pronta para tudo o que a vida te reserva.

Tudo o que te enche a cabeça, tudo o que te faz pensar.

Pensar.

Vício derrotado, vício sobrestimado.

Vício que voa, como fumo que faz com que os teus olhos ardam.

Um ardor agradável.

Por mais benevolente que seja, não deixa de ser maligno.

Ensinaram me a distinguir o mal do bem quando era pequeno.

Talvez me tivessem mentido, talvez não é assim tão fácil.

Mas eu sabia que sim. Sabia que nada era fácil.

Dedicado a uma pessoa que me fez ver que as lágrimas que eu deitava não eram malignas nem benevolentes. Mas sim, era o limbo entre as duas. Um meio termo de traição e apoio.

Apoio esse que consegui dessa pessoa.

Obrigado Joana.

3 comentários:

Ju disse...

God, nem sei o que dizer Dy!!! Não imaginava que a nossa conversa tivesse tido tanto significado para ti! Mas ainda bem que assim foi! Se conseguiste fazer das minhas palavras tontas um substrato de reflexão, o meu dia já valeu a pena! ;)

Acho que eu é que tenho de te agradecer por me teres ouvido. E espero que saibas que sempre que precisares que te ouçam, também tens aqui uma ouvinte!

Continua a escrever, estás a ir por um bom caminho!! ;)

Anónimo disse...

Bem, a meu ver não estás assim tão sozinho, lobo cego!

Juntos percorremos este caminho... todos temos os nossos desafios, as nossas ditas "fraquezas" e todos temos o nosso TRABALHO, MISSÃO ou o que quizeres chamar!

Estou aqui porque sei o que procuras é válido, e porque partilhamos essa procura.

Sei tanto como tu e as tuas duvidas e frustrações são as minhas!

Mas sei, porque escolho acreditar, que não estamos sozinhos nesta procura, e por vezes as pessoas que menos imaginamos acabam por ter um papel fulcral nas nossas vidas,

Por esta e outras razões fazemos parte todos do mesmo, e somos igualmente importantes, porque partinhamos irreversívelmente a vida uns dos outros.

Bem hajas Joana e bem hajas Danylo por promoveres estes diálogos

Bruno Freitas

Anónimo disse...

Estava a percorrer a blogoesfera e deparei-me com este blogue. Deixo já esclarecido que não te conheço de lado nenhum, por isso não se trata de hate-mail, mas apenas um comentário para quem tem tantas """críticas""" positivas e que precisa de ser confrontado com algo duro e frio: a realidade. Li bastantes textos e, sinceramente, escreves mal. O blogue é uma merda: tipo Paulo Coelho meets Alexandra Solnado meets mau pseudo-escritor... E, honestamente, recomendo-te a aprender a escrever. Já o saber escrever, isso é da pessoa. E tu não tens. Muita treta auto-ajuda, muito pseudo-diferente (mas que é tudo do mesmo molde = mau) e muito pseudo-angustiado. Nunca vi mais treta junta, a começar pelo nome, passando pelo fundo e, quando chegamos aos textos, já sem esperança, descobrimos que consegue ser pior... muito pior. Se fosse a mim, enterrava-me e deixava de escrever publicamente. É um bocado embaraçoso escrever coisas assim... Mas tu é que sabes. Boa sorte com aquilo em que for que sejas bom, ou, vá, razoável, sofrível, porque não será de certeza a escrever.

Nota: normalmente vasculho blogues para encontrar potenciais ou efectivos escritores editáveis, por isso estou habituado a ver muita porcaria, embora muito poucas coisas muito boas e algumas boas. Isto está no limiar da base da tabela de todas as tretas que tenho visto. É muito raro dizer isto, mas esquece a escrita. E se for estilo diário, escreve em papel e não mostres a ninguém. Não te fica bem...