People who likes this stuff, dont know why

sábado, 6 de agosto de 2011

Lifetime

Começo sempre os meus textos com "toda a gente tem isto ou aquilo"
Já estou a começar a ficar farto, cansado de tanta monotonia.

Sempre quis uma mudança, algo que me elevasse ao auge da minha vivência.

Uma coisa comum, mas que me fizesse todo o sentido, que me desse olhos para ver o mundo com clareza, porque estive cego este tempo todo.
Sei que poderá não fazer sentido para outros, sei que poderão dizer coisas que são afiadas que nem facas.

Eu aceito o risco.
Eu consigo suportar a dor.
Eu tento não cair.

Porque sei bem o que acontecerá se eu cair, vais ficar a olhar para mim, vais começar a ter pena de mim, mas no instante em que me agarras a mão, tu simplesmente larga-la.

Queda enorme, devia estar morto..

Mas não estou.

A primeira pergunta que me fiz a mesmo "Que sítio é este?"

Era tudo muito bonito, tudo muito colorido, achei imensamente estranho.
Não merecia aquilo tudo, acabei de romper uma ligação que podia nem durar muito mas que era muito forte, eu não merecia estar ali.

Vi um aquilo que parecia um pedaço de papel no chão, decidi por os meus medos de lado e dar o primeiro passo naquele mundo.

Quando me apercebi que aquilo que julgava que era um papel era uma cortina senti extrema curiosidade.

Sem qualquer tipo de meditação, pensamento, ou reflexão o que quiserem, puxei a cortina.

Desvendei o segredo daquele mundo, bem me parecia que não podia ser assim tudo tão perfeito, tão belo. Por trás daquela cortina, estava a paisagem mais horrenda que eu algum vez ja tive o prazer de contemplar.

Os meus olhos ardiam só de olhar para as chamas imensas que saiam do chão, este já quente por baixo dos meus pés.

Doía me cada parte do meu corpo, mas eu nem sequer reparava.

Queria pensar que aquilo não era real, podia ser um... um palco! Exactamente, podia ser um palco, era alguém que me estava a pregar uma partida.

"Lá no fundo sabia que não era assim, mentia me a mim próprio."
Estava triste, as minhas lágrimas não me saiam dos olhos, não queria mostrar a minha infelicidade, não queria dar lhes esse luxo, para quem fosse que estivesse a fazer isto.

Já chega! Estou farto disto.

Vou descobrir de uma vez por todas quem foi a alma que fez isto tudo.
Terá sido mesmo para me assustar, ou foi para...?

Não. Não há tempo para pensar, tenho que descobrir, procurar, ver.

Olhei para cima e percebi que era óbvio que quem estivesse por detrás disto tinha que estar na torre mais alta daquele "sítio" onde eu estava.

Enquanto ia descobrindo o caminho para a torre, a paisagem ia mudando:

O mundo que via agora era um mundo medieval, o céu preto, animais medonhos que os meus olhos nunca tinham visto a circularem a minha volta, não tinha para onde ir, olhando para os meus lados via que a relva que tinha visto não há muito tempo agora era lava.

Tinha que continuar em frente.
Corri pela minha vida.
Finalmente cheguei à torre, subi as escadas, e abri a força com a minha maior força já preparado para golpear quem quer que fosse que estivesse lá dentro.

Quando entrei, parei.

Vi que a sala era branca, e vazia, só estava um objecto na sala: um espelho.

Não vendo outra hipótese, avancei para o espelho e vi a minha reflexão.
Esperando algo, não tinha acontecido nada.

Fiquei surpreso, percebi muito mais tarde.
O culpado disto tudo era eu.

O choque.

O horror.

Só havia uma alternativa. Saí da quarto a correr e comecei a escalar o ponto mais alto da torre.

Estava em cima do mundo, estava a dar uma ultima olhada para aquilo no que o meu mundo se tornou, senti uma lágrima a escorrer me pela face, e percebi que era aquele o momento.

Dei um passo em frente e cai. Demorei séculos a cair, mas quando cheguei abaixo levantei me da cama com o maior susto da minha vida.

Olhei em minha volta, estava tudo bem, estava no meu mundo, no meu quarto.
Olhei para o meu lado e vi que estavas lá, a dormir e a agarrar me a mão com força.

Senti me feliz, sabia que nunca mais te ia largar, porque sabia o que aconteceria se o fizesse.


"Sei que um dia mais tarde, vou olhar para trás e saber que fiz a escolha certa.
Que fiz aquilo que queria fazer e nunca me arrependi.
Que segui o meu sonho até ao mais pequeno pormenor.
E que deus me castigue se eu estiver errado.
Que eu morra já aqui por ter feito aquilo que não devia.
Que eu caia no abismo por ter negado as opiniões e os comentários de outros.
Mas não tenho medo.
Porque sei que vais estar lá."

1 comentário:

Anónimo disse...

Há certezas que nos dão força... para seguirmos em frente!

"Seja a mudança que você deseja ver no mundo." (Mahatma Gandhi)

um abr e boas ferias

Bruno Freitas