People who likes this stuff, dont know why

terça-feira, 12 de abril de 2011

Amigo de um pedrado (Anotações) Parte 1

Ok.
Aqui estou eu para mais um texto.
Para escrever outra sessão de um dia, ou mesmo de um mês, ou então de um ano.
Quem sabe? Ninguém sabe quanto tempo o profeta viveu. Ainda ninguém descobriu o quanto o homem sábio tinha conhecimento daquilo que sabia. Deixa de pensar, era o sonho dele.
Acho que comecei a falar dum assunto que ainda ninguém compreendeu. Eu passo a aclarar.
Vou falar de um indivíduo, que passou metade da sua vida a pensar. Não fazia mais nada, pensava no que via, pensava no porquê das coisas, pensava na sua existência e na dos outros.

Ele não queria.

Queria ser ignorante, queria ter a delicadeza de olhar para uma paisagem e ficar a contemplar durante dias sem se perguntar porque é que tem que ser assim. Nada para ele era perfeito, algo tinha que ser mudado, o mais insignificante pormenor, a maior evidência.
Era uma droga para ele, era um vício. Não vivia sem isso, mas nem deus sabe o quanto ele se queria livrar. Um dia, algo cresceu dentro dele, uma semente, que há muito que estava enterrada dentro do coração. A planta começou a crescer, aumentou até à garganta e explodiu.
Sim, escolhi bem a palavra "explodiu".

Era raiva, era muita raiva acumulada que não teve outra escolha senão explodir . Com uma súbita energia vinda de não sei de onde, o indivíduo começou a espernear se, a contorcer se acreditando que isso ajudaria a deitar a droga fora do corpo. A querida droga, que ele tanto queria era agora o seu nemesis. Como resposta, a droga fez efeito no cérebro do individuo. Pensamentos conflictuosos resultam em conflicto. E foi exactamente o que ela fez, encheu lhe os neurónios de pensamentos paranóicos, e o pobre coitado pensou que estava tudo contra ele, que as paredes conspiravam contra ele. Não conseguia nem em casa estar seguro, fugiu..

Continua…

Sem comentários: